Ter identidade é coisa de gente moderna. Pós-moderno é descentrado, deslocado, fragmentado. Pós-moderno tem identificações sucessivas, uma hora é uma coisa, daqui a pouco é outra, sem deixar de ser quem é (ou melhor, por isso mesmo sendo quem é). O novo sujeito (se é que ainda podemos falar em sujeito) assume diversas máscaras, cultiva a mutabilidade do seu eu, flana em liberdade pelas milhares de opções que lhe são apresentadas e que não cessam de se proliferar.
Raul Seixas chamou de “metamorfose ambulante”, Mike Featherstone fala em “conjunto de quase-eus”. Eu digo: mudar de cabelo e mudar de cabeça. Não tem programa melhor pra um sábado de manhã.
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