A nossa filosofia é lenda, é promessa vazia. È o elo que mantém o que já não tem mais como se sustentar. Cada um pra um lado, cada um vivendo a sua vida, e mesmo assim essa angústia de não se separar. Eu finjo que acredito nos seus elogios ocos, você finge que elogia pra me fazer sorrir. A gente dialoga em silêncio forçado, esperando sempre a hora de se despedir.
Você diz que me adora como quem diz “não me odeie”. Eu respondo apenas com educação.
Você sabe que é impossível eu não gostar de você, embora eu tenha decidido que isso não tem mais razão.
E já não me resta quase esperança de a gente possa se entender, quem sempre lutou por isso fui eu. Pra você é tão simples ir e vir pelo seu desejo. Pra você é tão fácil nunca dizer adeus.
Aos poucos eu canso desse jogo de palavras que não significam, mas fazem doer. Que me amarram aos caprichos da sua falsa inocência, que me fazem sentir que, quem sabe, pode ser.
Você fez uma escolha e foi me deixar sozinha, mas ainda quer garantia de que eu estarei aqui, afinal. A nossa filosofia é lenda, é história, é a esperança, é aquilo que não me deixa colocar um ponto final.
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