quinta-feira, 26 de abril de 2007

Quem me vê toda sorridente não sabe a dor que carrego aqui dentro, desconhece a náusea que me consome as entranhas, não imagina tudo aquilo que penso. O turbilhão de frases que ele me disse, misturadas ao que eu mesma já me falei, tentando me convencer de que já não é mais hora, tentando entender o que já não sei. Procuro fazer a coisa certa em um mundo que só me dá opções erradas. Procuro encontrar o melhor caminho em uma avenida que não tem mais entradas. Querendo cair no esquecimento, na doce embriaguez do sono senil. Querendo romper com todo o passado, deixar tudo isso de lado, sair desse buraco vazio.

Meu sorriso é meu melhor escudo, mas, grande ironia, não me protege de mim.

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