terça-feira, 19 de junho de 2007

Não foi preciso uma mísera palavra

Pois o teu silêncio veio carregado delas todas.

Não foi preciso escolher a melhor forma de dizer adeus

Pois a tua ausência me disse muito mais.

A tua omissão rasgou por entre os meus ouvidos

A tua falta de notícias calou todos os meus motivos

O que não disseste gritou, ensurdeceu, ecoou

Falou comigo e me tirou toda a paz.

Nenhuma mensagem de texto, carta ou sinal de fumaça

Somente a espera e a angústia flutuando pelo ar

Somente a imaginação, a suspeita, a inferência

Somente a tela em branco me colocando em meu lugar.

Não foi preciso responder e tudo foi respondido

Já não havia sentido para todas aquelas perguntas.

Não foi preciso ter coragem, atitude, sinceridade

A tua falta de respeito me doeu como traição.

Foi a tua covardia quem veio me olhar nos olhos

Foi a tua indiferença, que me doeu de todos os modos,

O teu silêncio que me mandou rua afora

Embora, sozinha, falando com a escuridão.

Nenhuma mensagem de texto, carta ou sinal de fumaça

Somente a espera e a angústia flutuando pelo ar

Somente a imaginação, a suspeita, a inferência

Somente o vazio e eu, em silêncio, a chorar.

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