O meu choro ninguém pode ouvir
Gritando abafado dentro de mim
Minha lágrima não rola no rosto
Presa no olho, sem começo, sem fim.
O nó na garganta que me sufoca
Não modifica o tom da minha fala
A náusea que come o meu corpo por dentro
Não me enfraquece, empalidece ou abala.
Sofro calada como a pena do meu algoz
Em triste silêncio que aos poucos me mata.
Sofro sem ao menos saber o porquê
Dessa mudança repentina, alteração insensata.
Sofro pelo descaso de quem me dizia o mundo
E, agora, já não me diz mais nada.
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